domingo, 20 de março de 2011

Primeiras impressões da Marilyn


         É com grande satisfação que escrevo esse post por dois motivos: a comemoração do aniversário de minha avó, com seus 83 anos e também por ser a primeira degustação da nossa Marilyn Blonde Ale.  A cerveja mostra logo de cara a sua espuma densa e persistente, como observamos nas fotos a seguir, um fato que sabemos não ser tão fácil de obtermos naturalmente mas que conseguimos, provavelmente pela adição de aveia à fórmula original. Além disso, a coloração atingida pela fórmula ultrapassou o blond, o golden e chegamos a um degradée entre o dourado e o acobreado, o que tira a coloração do estilo original mas deixa nossa cerveja cheia de graça e original.



            Quanto ao aroma, posso dizer que foi a nossa receita produzida com maior qualidade neste quesito. O coentro deixou um traço marcante, seguido pelos 3 lúpulos diferentes usados na fórmula. Acredito que tenha sido o grande destaque dessa nossa batelada, uma cerveja extremamente aromática e agradável ao público em geral, mesmo tendo ingredientes exóticos quando comparamos às cervejas do nosso mercado.

            No mais, o sabor de lúpulo, o malte suave sem retrogosto e o colarinho espesso dão o ar da graça na nossa Marilyn. Após ter tomado mais de 1 litro sozinho, posso dizer com propriedade que a cerveja está refrescante, leve e ao mesmo tempo com riqueza de aromas e sabores. A graduação alcoólica parece ter sido atingida e ter mesmo ficado entre os 4,8 e 5,2% de concentração. Realmente uma cerveja pra se beber em boas degustações, com riqueza de detalhes e também permitindo se ingerir grandes quantidades sem nenhum efeito deletério, pelo contrário, com grande prazer e boas lembranças de que o processo artesanal pode proporcionar além dos padrões disponíveis no mercado mainstream.

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