Nos três estilos determinados para a competição, escolhemos a Rauchbier por ser um tipo mais exótico e por ter pouca variedade mesmo no mercado das cervejas Super Premium no Brasil. O estilo Rauchbier é descrito no padrão internacional BJCP como uma cerveja leve, de baixa fermentação (lager), com carbonatação média à alta. A coloração lembra os tons de âmbar, acobreado e o corpo dela é límpido, sendo possível atravessar a visão através do copo onde ela esteja. Além disso, o aroma é bem fechado em torno dos maltes e com uma quantidade leve de lúpulo. O grande destaque do estilo é a utilização de maltes bem defumados, deixando sabores como de tabaco e principalmente de bacon na boca. É um estilo que normalmente gera cervejas de baixa drinkability devido aos sabores defumados mais exóticos.Santos Cervejeiros
Registro de como fazemos, inventamos e acertamos nossas receitas de cerveja artesanal.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Concurso cervejeiro em Floripa
Nos três estilos determinados para a competição, escolhemos a Rauchbier por ser um tipo mais exótico e por ter pouca variedade mesmo no mercado das cervejas Super Premium no Brasil. O estilo Rauchbier é descrito no padrão internacional BJCP como uma cerveja leve, de baixa fermentação (lager), com carbonatação média à alta. A coloração lembra os tons de âmbar, acobreado e o corpo dela é límpido, sendo possível atravessar a visão através do copo onde ela esteja. Além disso, o aroma é bem fechado em torno dos maltes e com uma quantidade leve de lúpulo. O grande destaque do estilo é a utilização de maltes bem defumados, deixando sabores como de tabaco e principalmente de bacon na boca. É um estilo que normalmente gera cervejas de baixa drinkability devido aos sabores defumados mais exóticos.domingo, 20 de março de 2011
Primeiras impressões da Marilyn
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Trasfegação para maturação da Marilyn
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Marilyn Blond Ale
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
TEMOS UM ANO NOVO!
Ontem reunimos alguns amigos benevolentes, aos quais agradecemos imensamente, para fazermos a primeira degustação da Ziriguimund, nossa Vienna Lager. No atual estágio de nossa imersão na cultura de homebrewing, o desafio que mais se destaca é conseguir controlar o processo. Nas primeiras produções ficamos imensamente satisfeitos em saber que a cerveja tinha ficado bebível, com álcool e sem contaminação, mesmo que parte fosse obra de certo acaso, resultado imperfeito de um processo não controlado. Mas assim são os hobbies: começam como brincadeiras e para que continuemos interessados é necessário se envolver sempre mais, criar desafios para nós mesmos.

Com o intuito de melhorar nossa influência no resultado final, passamos a cobrar f
eedback de nossos mais assíduos bebedores (ainda que sejam parciais tendo em vista que todos são amigos). Mas a verdade é que os clichês "Ficou muito boa!" ou "Gostei muito!", apesar de servirem de conforto, trazem pouca informação valiosa para o efetivo controle do processo. Através de um breve roteiro, são analisados: aparência, aroma, sabor e paladar. A partir de uma lista, aromas familiares podem ser identificados e relacionados a algum off flavor, fruto de erro no processo, e algumas virtudes podem ser encontradas.
Em relação à Ziriguimund, começo destacando nossa dificuldade em trabalhar e compreender o fermento lager (estamos estreando produção de baixa fermentação). Não sei se o problema é o seu timing ou sua s
aúde. Fato é que, após 12 dias do envase (engarrafamos no dia 18/12), a carbonatação parece que ainda está incompleta. Prova disso está no fato de ter havido consenso de que a aparência do líquido estava calma e com creme pequeno. Outros indicativos da preguiça do fermento (ou da nossa incompreensão para com ele) foram a carbonatação, avaliada como leve, e o sabor doce com avaliação "moderado" (quando deveria ser leve ou imperceptível). Pelo visto ainda temos açúcar do primming não fermentado.
Outro destaque que faço é o uso de chips de carvalho. Apesar de termos utilizado poucos chips proporcionalmente ao volume, sua influência foi muito pronunciada: contribuiu com cor (que a maioria avaliou como marrom) e em aromas que foram identificados - porto e madeira. Com isso, o aroma ficou bem complexo de avaliar, mas, pelas respostas, apenas o levedo (massa, pão) conseguiu dividir atenções com os aromas trazidos pelo carvalho – também não esperávamos que o fermento aparecesse. Os aromas de lúpulo ficaram muito leves, quase imperceptíveis.
Parâmetro | Vienna Lager (BJCP) | Ziriguimund |
Aroma | Malte moderado, não frutado, sem diacetil. Pouco aroma de lúpulo. Aroma caramelado é inapropriado. | O uso do carvalho na maturação ofuscou o malte, que está presente, mas fraco. Não frutado e sem identificação de diacetil. Pouco aroma de lúpulo. Levedo aparente no aroma. |
Aparência | Vermelho a cobre. Clara. Creme grande, branco e duradouro. | Com o uso do carvalho ficou entre cobre e marrom (amadeirado). O creme está pequeno, mas relativamente duradouro. Mais nublada do que esperado, talvez por estar o levedo em suspensão. |
Sabor | Maltado e complexo, deve balancear com amargor para o final. Final seco e retrogosto maltado e amargo ao mesmo tempo. | Está complexo até demais. Há um amargor que não parece vir do lúpulo. Com o primming incompleto, o doce ainda está pronunciado. Final Ok, amargo e seco. |
Paladar | Corpo médio-leve a médio, levemente cremosa. Carbonatação média. Agradável mas com final moderadamente seco. O álcool pode trazer um pouco de warming. | O corpo está de acordo (médio), mas apenas 20% avaliou como cremosa, tendo prevalecido a percepção de aguada. Cerca de 20% percebeu álcool e warming. |
Impressão geral | Caracterizada por leve e elegante maltado que deve trazer um final seco para evitar sabores adocicados. | Com a prevalência do carvalho no aroma, a cerveja tende para o maltado (mas ficou demais). Esperamos que o adocicado, que parece ser do primming, desapareça com um pouco mais de tempo. |
